
As
sinceras e tranquilas opiniões de quem acha que futebol é
coisa séria e não paixão de verão sabor
roda de amigos.
Seguinte, foi
uma coisa muito difícil decidir o que seria “o texto
inicial”. Uma excelente ilustração, idéias
aos baldes, final de estadual, começo de Brasileirão,
loucura. Portanto, falarei de tudo um pouco, pois durante algumas
postagens serei como uma criança em uma sorveteria na década
de 80. No qual tinha flocos, creme, morango ou napolitano para escolher,
mas mesmo assim o diabo da criança não sabe o que
fazer. Comentarei sobre a maioria dos técnicos deste Brasileirão.
Wanderley Luxemburgo – Santos: Ninguém precisa perguntar
o quanto este rapaz vale. O quanto ele sabe. Mas vale também
dizer a sorte que ele tem. Sim, ele manja de tudo e mais um pouco.
Treina com maestria, é pontual em suas convicções,
tem uma experiência de Sylvia Saint, porém tem muita
sorte também. Já diria meu velho pai: “todo
campeão, dentre muitas qualidades, também tem sorte”.
Vejam os jogos e entendam o que falo. Em muitos eventos ele tomou
cada ferrão de time medíocre que não tem como
explicar.
Emerson Leão
– Palmeiras: Conheço este cara muito bem. Já
teve aqui no estado muitas vezes. Ele sabe o que faz, só
não sabe o que fala. Desbocado, verborrágico e com
o pior cabelo depois de Ray Conniff. Corre por boca pequena que
ele quer treinar todos os times de São Paulo para dizer no
final de sua vida que ele é o cara. Provavelmente ele vai
morrer antes que o planejado. E se não morrer vai fritar.
O ponto positivo dele é a persuasão.
Oswaldo Alvarez
– Ponte Preta: A maioria das pessoas não conhecem este
profissional, inclusive eu. Mas tive o prazer de acompanhar alguns
jogos. Ele é do estilo Brother Menezes, daqueles sabe que
tem pouca opção e amarra o time. Funcionou bem em
alguns momentos, com o Zé Mário fazendo grandes partidas.
Mas para um Brasileirão, como já diria o nosso ator
pornô Alexandre Frota “o caldo é grosso brother!”
Nelsinho Baptista
– São Caetano: Melhor exemplo de técnico que
eu não gosto mas sempre arranja resultado. É um cara
que sabe gerir muito bem sobre pressão. Mas talvez ele frite,
porque o São Caetano não tem torcida, ou seja, ele
pode escalar o goleiro no ataque que não vai ter ninguém
para pressiona-lo.
Muricy Ramalho-
São Paulo: Ria muito dele quando escalava o Inter. Mas sabe
como é aqueles homens que estão com o orgulho e a
honra destruídos, une a raiva com a vontade de matar e entra
no campeonato nacional não para ganha-lo, mas sim para dizimar
os adversários. Ele está felizinho, pois fez um planejamento
de vida: “vou dar tudo me mim para um dia treinar o meu time
do coração”. Só quero ver se o bicho
pegar para onde que ele vai correr.
Givanildo de
Oliveira – Atlético PR: Provavelmente será um
dos primeiros a cair, junto com o Hélio dos Anjos. Acredito
que depois irão contratar o Ivo Wortamann para o seu lugar.
Caio Júnior
– Paraná: Lembro-me quando contrataram o Nestor Simionato
no Grêmio, e apostei que daria certo. Me enganei e feio. Diria
que o Caio Júnior entra nesta linha. Um treinador que sabe
muito sobre tudo. Sabe se portar, gerir, trocar, convencer. Só
que futebol não é feito apenas de lógica, mas
também de ousadia. E isso o homem tem pouco. Tem chance de
fritar no meio do campeonato. Pois o Paraná vem de um título
e de um orgulho a ser mantido.
Mano Menezes
– Grêmio: Sejamos sintéticos. Positivo: respeitado
pelos jogadores DE SUA EQUIPE , paciente, coerente, conhecimento
tático invejável e não inventa muito. Mas é
o contrário de seu concorrente citadino Abel. Enquanto o
do colorado é ousado ofensivamente, Mano é ousado
defensivamente. Quer seguir a linha Capelense da Juventus, onde
não quer festa, quer um resultado simples e 3 pontos na bagagem.
Irá sofrer durante o campeonato por 3 coisas: plantel, torcida
ignorante e direção especulativa. Ah, os pontos negativos:
covarde, humilde demais, afoito em alguma decisões durante
o jogo(principalmente quando está ganhando). Mas ele vem
da mesma escola do Luxa. Sorte, muita sorte. Se favorece muitas
vezes com a incompetência adversária. Isso dura, mas
não pra sempre.
Abel Braga –
Internacional: Alguém poderia me explicar uma coisa. Final
do gauchão, o time adversário com um meio campo lotado
e o rapaz aqui escala 4 atacantes, ou meias, ou centroavantes. Ele
ainda não sabe o que fez. Lá de onde eu venho, Michel,
Mossoró, Fernandão e Iarley são polivalentes
em suas funções. Sendo que os dois primeiros são
individualistas e gratuitos em algumas atitudes. Em suma, pelo o
que vi no jogo o Inter jogou com 4 meias ofensivos e sem nenhum
atacante taticamente. Esses 4 não voltavam para marcar. Os
laterais apoiavam o ataque freqüentemente. Quem sobrava para
marcar? Os ataques eram sempre bem pensados pois são meias
que o faziam, e esse é a missão deles. Como é
que o Grêmio não fez um rio de gols? Explico porque.
Qualidade individual e grupo que conversa sem o treinador pro perto.
Podem notar que quase não falei do Abel, mas precisa? Ele
é o Joel Santana, mas que ganha alguns jogos. E ele tinha
certeza que Esportivo e Grêmio são a mesma coisa. Azuis,
do RS, jogam o gauchão...deu no que deu. O pior é
que ele entende de aritmética ofensiva. Deve ser porque foi
zagueiro. Mas tem dificuldade para entender o adversário.
Hélio
dos Anjos – Juventude: Sabe aqueles treinador que você
teve em uma escolinha de futebol na quarta série? Que era
muito legal, quando o time jogava bem ele levava todo mundo na sorveteria?
Pois é, este cara foi importante para sua formação,
mas se agora fosse é um diretor de um time, chamarias ele
para treinar a sua equipe? Este é o cara com nome de gás
celestial, Hélio dos Anjos. Tem a motivação
como principal atributo. Porém não sabe o que é
uma formação tática. Os times que ele treina
até podem ganhar, mas um gol é diferente do outro.
Não existe organização dentro de campo. É
um corre-corre absoluto. Ele aumenta a auto-estima do jogador, mas
emburrece-os taticamente. É um famoso utilizador do “tudo
ou nada”. Vai fritar, e logo. Celso Roth é de Caxias.
Tem negócios na cidade, como um estacionamento que seu irmão
cuida. Acredito que para brincar um pouquinho, o clássico
retranqueiro tenha alguma chance de pintar na serra. Ele está
de saco cheio de dar palestras para grupo de marketeiros falidos.
Ou pode ser o Ivo Wortmann. O Juventude tem uma coisa muito forte
em sua história. Tirando a monumental torcida ridícula,
uma energia de “nos bons filhos a casa voltam”.
Adilson Batista
– Figueirense: Observem este homem. Ele funciona parecido
com o Ricardo Gomes. Futebol pra ele é tabuleiro de xadrez.
Bobeou ele ganha de um Santos sem dar coletivas a imprensa. A única
coisa que falta é crédito nacional. E uns zagueiros
com polivalência. O ruim é o meio de temporada, se
o time estiver bem, será desmontado.
Geninho –
Goiás: 0x0, 1x0. Ele andou lendo alguns livros de cultura
budista. Anda mais calmo. Busca metas simples e objetivas. Ele pode
não ganhar muitos jogos, agora ganhar dele será bem
difícil.
por Carlo Vidor
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